Este senhor, nos 60s, veio para uma massagem. Tinha sofrido um AVC há algum tempo e, apesar da fisioterapia, ainda não tinha recuperado toda a mobilidade do lado esquerdo.
A conversa inicial foi um pouco confusa, talvez pelo nervosismo de ser a primeira vez, ou reflexo do estado de saúde mais frágil.
Durante a massagem, eram evidentes as marcas deixadas pelo AVC, com alguma paralisia residual ainda percetível e dificuldade de movimento no braço. Segundo ele, o médico tinha dito que estava tudo bem e que podia continuar a comer da mesma forma que antes.Com excesso de peso e sem praticar qualquer exercício, ficou sem dar ouvidos ao sinal que o corpo lhe estava a dar, de que algo precisava de mudar.
Apesar de ainda ter muito por viver, o desgaste físico era considerável, e sem sinais claros de melhoria à vista.
É importante aprender a ouvir o corpo, e agir com base no que ele nos diz, mesmo quando essa mudança exige esforço. Pequenos ajustes na alimentação e a introdução de movimento adaptado às capacidades de cada um podem fazer uma diferença real na recuperação e na qualidade de vida.

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