Adoro massagens, por isso decidi presentear-me com uma. As instalações eram extremamente agradáveis, rodeadas de natureza e em completo silêncio.
Antes de começar, pedi para usar a casa de banho, mas não havia.
A massagem correu bem, com óleos quentes e perfumados. No final, limpei-me o melhor que consegui, já que também não havia duche disponível. Saí de lá a agradecer à terapeuta.
Como estava noutra cidade, decidi aproveitar para dar um passeio e conhecer um pouco o local, antes de regressar a Leiria.
Passados poucos instantes, o cheiro dos óleos começou a incomodar-me, e parecia até intensificar-se. Ignorei e continuei a caminhar. Mas o cheiro piorava. Pensei que fosse impressão minha e segui em frente, a tapar o nariz com um lenço.
As pessoas olhavam para mim e afastavam-se. Ao fim de cerca de 15 minutos, desisti, o cheiro era mesmo insuportável, já não aguentava mais.
Regressei à pressa ao carro para iniciar a viagem de volta, que, apesar do frio, fiz com os vidros abertos só para conseguir respirar. A esta altura, até a roupa já tresandava.
Depois de um duche e de roupa lavada, ainda sentia o aroma a acompanhar-me. Até o carro ficou impregnado com o cheiro, que felizmente foi desaparecendo ao longo dos dias seguintes.
Colegas de profissão, um conselho sincero: não exagerem nos óleos essenciais. Não há nariz que aguente.
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