Este homem, nos 50s, veio para uma massagem. Muito simpático, de conversa calma, estrangeiro a residir em Portugal.
A massagem correu bem, e saiu a dizer que tinha gostado e que voltaria.
Passadas algumas semanas, ligou para marcar de novo. Disse que queria personalizar a sua experiência. Respondi que sim, claro, e perguntei de que forma exatamente.
Começou a gaguejar, e as palavras saíam-lhe pouco percetíveis. Não estava a conseguir perceber bem o que queria dizer. Ao fim de alguns minutos, lá conseguiu explicar-se: pediu algo bastante fora do âmbito do trabalho que faço, e completamente desadequado ao contexto de uma sessão de massagem.
Recusei, com toda a clareza. Nunca mais voltou.
Nestas situações, é fundamental manter limites claros desde o primeiro momento. O respeito pelo trabalho e pelo espaço de cada profissional deve estar sempre presente, e recusar um pedido inadequado é, muitas vezes, a única resposta certa.

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