Este dia começou bem cedo. Arrancámos para visitar as cascatas de Ouzoud, que significa Oliveiras. A viagem era longa, cerca de 3 horas para lá chegar com uma breve paragem num café / supermercado para quem quisesse comer algo.
Pelo caminho há grandes campos de oliveiras, que contrasta fortemente com a paisagem árida.Existem inúmeras casas que ficaram por terminar mas estão habitadas.
As localidades no caminho algumas eram grandes, mas a maioria eram casas semeadas em dia de vento, uma aqui e outra bem distante. A paisagem é árida com alguma vegetação, dependendo da zona.
Nas cascatas existem macacos! Para mim é novidade, visto em Portugal não os haver soltos na natureza, por lá andavam soltos e deixavam tirar fotos ao pé deles. Esta foi uma boa experiência!

A descida para a cascata faz-se bem, vendo um macaco aqui e ali. Fizemos uma breve paragem para um sumo natural espremido na hora, muito gostoso.
Chegando às cascatas apanhamos o barco e vamos até mesmo junto da água que caía. É um momento de quase banho.
A seguir há tempo para ir ao banho naquelas águas, onde com o calor sabe mesmo bem, e onde locais e turistas mergulham, nadam e se divertem. A casa de banho é paga.
De seguida começa o percurso de volta. Descemos por um lado, passamos o rio e subimos pelo outro, é bem giro.
Na subida vinha uma família local, avós, filha e neta a subirem. A avó vinha com uma trouxa às costas, usava um lenço e vestes que a cobriam toda, somente o rosto e as mãos se viam.
Ao ver a dificuldade da senhora, agarrei no seu braço e ajudei-a a subir, de repende houve uma explosão de alegria, toda a família ria, cantavam, a senhora que dantes subia com esforço agora vinha feliz a rir, ninguém falava inglês ou francês, mas com tanta gargalhada não foram precisas palavras.
Viemos juntas até ao meio da subida, aí parei para ir almoçar e o avô fez sinal para tirar fotos, foi uma honra, eu, a senhora idosa e a neta. Um momento que animou esta família e eu mesma. Mais uma vez, não houve qualquer pagamento para tirar fotos, mas alegria e simpatia.
Após uma breve pausa para fotos, houve o almoço com boa comida.
A subida faz-se bem, existem vários vendedores, mas o guia não deixou parar, até porque os preços me pareceram mais caros do que no Souk.
Cá em cima o calor apertava, entrámos para a carrinha e iniciámos a viagem de regresso ao hotel.
Pelo caminho e quase a chegar a Marraquexe, havia inúmeras famílias sentadas à beira da estrada na relva, ali riam, deitavam-se e comunhavam no fresquinho. Isto parecia ser o seu hábito.
A vista do restaurante, no topo do edifício era bastante agradável.
Iniciámos o regresso ao hotel pela Praça com direito a sumo natural e passámos pelo Souk que começava a fechar.
Amanhã regresso a casa, Portugal!
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