Este homem, nos 40s, chegou para uma massagem. Já tinha ligado várias vezes antes, e desta vez consegui finalmente atendê-lo. Chegou eufórico, o que raramente é bom sinal.
Ao sentar-se para a nossa breve conversa inicial, foi bastante lisonjeiro em relação às minhas publicações e ao meu trabalho, afirmando logo que se tornaria um cliente regular. Outro sinal a que costumo prestar atenção, ainda antes de experimentar o serviço, já garantir que vai voltar.Durante a massagem, aconteceu o que, de certa forma, já era expectável depois da sua postura e discurso iniciais: tentou um contacto que não fazia parte da sessão. Pedi-lhe, de forma firme, que se mantivesse quieto, e a partir desse momento a situação normalizou-se.
Já no final, comentou de forma pouco satisfeita que aquilo "não era massagem, era terapia", e que noutros locais onde costumava ir era habitual sentir-se mais à vontade para fazer o que quisesse durante a sessão.
Um cliente insatisfeito que não voltará, e sinceramente, ainda bem.
Manter limites claros e firmes é essencial neste trabalho. Nem todos os clientes chegam com as expectativas certas, e cabe ao profissional proteger o espaço, o respeito e a integridade do seu trabalho, mesmo que isso signifique perder um cliente.

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