Paralisado

em 21.7.23

É comum os clientes ouvirem "massagem tântrica" e a mente voar imediatamente para outra coisa. Foi o caso deste cliente, nos 30s.

A conversa inicial foi extremamente educada e respeitosa. Era a sua primeira vez, e tinha vindo por recomendação de um amigo. Atravessava um período complicado, a vida resumia-se a trabalho, trabalho e mais trabalho. O único "tempo para relaxar" que conhecia era, na verdade, mais trabalho.

A massagem decorreu de forma calma e tranquila, até ao momento em que iniciei o trabalho na zona genital. Nessa altura, perdeu completamente a postura. Ofereceu dinheiro em troca de relações sexuais, insistiu bastante, e chegou a tentar levantar-se e agarrar-me. Mantive-me firme, e nada daquilo resultou.

Depois de um duche, acalmou-se e voltou a si. Pediu desculpa pelo comportamento anterior e mostrou-se genuinamente grato por não ter havido qualquer contacto sexual, algo de que, admitiu, se arrependeria e sentiria mal no dia seguinte.

Afirmou com convicção que não tinha vindo à procura de sexo, mas que, naquele momento específico, algo nele simplesmente se desligou.

Situações como esta lembram-nos o quanto é essencial manter limites firmes e claros, mesmo quando o cliente, num impulso momentâneo, os testa. No fundo, é também essa firmeza que protege o próprio cliente de arrependimentos que, mais tarde, ele próprio reconhece e agradece.

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